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Anular é Opção Quando Nao Há Opção

cala Anular é Opção Quando Nao Há Opção

Enquanto as mídias mais influentes nao falam nada a respeito, sobra para nós, blogueiros e leitores digitais, divulgar as safadezas políticas e também o êxito da população e, diga-se de passagem, esse último é raro e escasso. Sendo assim, vamos ao ocorrido:

Bom Jesus do Itabapoana, noroeste do Rio de Janeiro, cidade singela, pequena mas que teve uma grande atitude nessas eleições. Simplesmente dos 26.863 eleitores, que foram votar, 20.821 anularam seus votos. Ou seja, os candidatos além de estarem irregulares perante a justiça eleitoral também nao agradavam a população e a mesma demonstrou como deve ser… ANULANDO O VOTO, que significa em palavras claras: NAO CONCORDO COM PORRA NENHUMA DE CANDIDATO NENHUM! Isso é uma opção, sem dúvida, e deve ser respeitada. O que preocupa os políticos corruptos (redundância????) é nós termos ciência de que podemos anular nosso voto pois assim o TRE terá de fazer nova eleiçao e o candidato eliminado nao poderá se candidatar novamente, agora cadê a grande mídia fazendo barulho? cadê o serviço social dos meios de comunicação? o compromisso com a informação? criancas jogadas de apartamento e arrastadas em um carro sao exploradas até a última ponta, em contrapartida uma informação desse porte nao é martelada aos nossos ouvidos… não que tenha que se massificar uma intenção de anulação de voto mas o povo deveria saber que ANULAR TAMBÉM É OPÇÃO QUANDO NAO HÁ OPÇÃO.

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Hoje Ele Pede O Seu Voto…

Cai muito bem ouvir essa música em época de eleição… infelizmente é o tipo de música que nunca fica desatualizada. Agora Falcão meu filho… explanou! vixe! sem miséria! Quanta disposição hein!

Candidato Caô Caô - O Rappa

Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça, foi lá
Na tendinha e bebeu cachaça, e até bagulho fumou

Foi no meu barracão, e lá
Usou lata de goiabada como prato,
Eu logo percebi é mais um candidato

Às próximas eleições
Às próximas eleições
Às próximas eleições

Fez questão de beber água da chuva
Foi lá na macumba e pediu ajuda
Bateu a cabeça no gongá,
“Deu azar”…

A entidade que estava incorporada
Disse: esse político é safado,
Cuidado na hora de votar

Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda
A polícia lhe bater

Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda
A polícia lhe bater

Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda
A polícia lhe bater

Eu falei prá você, “viu”?

Nesse país que se divide
Em quem tem e quem não tem
Sempre o sacrifício cai no braço operário
Eu olho para um lado
Eu olho para o outro
Eu vejo desemprego
Vejo quem manda no jogo

E você vem, vem
Pede mais de mim
Diz que tudo mudou
E que agora vai ter fim
Mas eu sei quem você é
E ainda confio em mim
Sei que o jogo é sujo
Mas eu não desisto assim

Você me deve
Você me deve
Hoje ele pede, pede, pede de você
Amanhã ele vai, vai, vai te fuder
Hoje ele pede, pede, pede de você
Amanhã ó!

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Querem nos calar!

Amanhã será votado o Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo que rege, basicamente, a castração, seguida de esquartejamento, do mundo fascinante que é a internet. Abaixo segue um manifesto pelo veto deste projeto. LEIAM! Vale a pena.

To:  Senado Brasileiro

EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA

A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento.

O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural. A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana.

E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somo usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, “Educação e Carreira”, ou seja, acesso à sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil. Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência.

Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.

Se, como diz o projeto de lei, é crime “obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida”, não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por “cópia sem pedir autorização” na memória “viva” (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do “blogging” na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém!

Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao “transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado”, “sem pedir a autorização dos autores” (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.

O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos… Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum “dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular”?

Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI.

Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.

André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1 do CNPq.

Sérgio Amadeu da Silveira, Prof. do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.

João Carlos Rebello Caribé, Publicitário e Consultor de Negócios em Midias Sociais

Sincerely,

The Undersigned

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