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Bunda. Tenha. Ou esqueça.

Confesso que estou sendo um pouco redundante ao tratar de um assunto que tantos escritores abordaram com muito mais propriedade que eu, mas mesmo assim vou escrever sobre bunda. Bunda. Nós brasileiros temos fixação por bunda, já viu? Pode ser a mulher mais feia do mundo, mas mesmo assim a gente tem que dar aquela olhada marota, só para conferir o material. Não adianta. Que atire a primeira pedra quem nunca deu uma olhadinha no traseiro alheio.
As mulheres gostam também. Diz uma piada que elas olham para a bunda do homem para conferir o volume da carteira do cidadão. Maldade. Mas mesmo assim a bunda tem um lugar especial na fantasia das brasileiras também.
A bunda nunca é deixada para trás. A bunda é assunto de orgulho nacional. Antes uma bunda bonita e uma inteligência discutível do que uma bunda discutível e uma mente brilhante, porque como todos sabem, a bunda é assunto de segurança nacional. Falem mal do país, mas não das bundas nacionais! Mais vale uma bunda bonita do que uma mente brilhante. Alguém já viu intelectual sendo entrevistado nos programas de fofoca ou freqüentando programas dominicais de gosto duvidoso? Claro que não. Intelectual não tem bunda.
As bundas por aqui têm vida própria. Dependendo do tamanho da bunda, ela tem até CPF, RG, conta no banco (com mais dinheiro que muito sujeito que investe na poupança. A caderneta), até privilégios na prisão. Num país que em certas coisas são uma bunda (para não dizer coisa pior) é normal. Os serviços básicos públicos são uma bunda. Nossos políticos, em sua maioria, são uma bunda. Nosso falso puritanismo é uma bunda. Nosso pensamento liberal é uma bunda. Então nada mais natural (ou turbinado com alguns ml de silicone) que a bunda seja nossa fixação. Agora lembre-se: da bunda sai merda, então é melhor tomarmos cuidado com nós mesmos!
A bunda mereceria até uma frase-símbolo para veicular em um hipotético (mas não distante) comercial para vender o conforto de uma bundinha malhada e aconchegante, tipo comercial de tênis da Nike ou de outra marca fixação da nossa mentalidade de bunda:
Bunda. Tenha. Ou Esqueça.

Flávio Braga

Flávio Braga é professor de história, vascaíno, portelense,
vocalista da banda Espantalho Torvo,
blogueiro do Um Blog de Nada e cambista nas horas vagas.
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O intrigante paradoxo vegano

Quem aprecia a culinária vegetariana, normalmente se depara com alguns absurdos meio indigestos. Dentre trocas de informações sobre receitas e dicas de uma alimentação mais saborosa e saudável, emergem manifestações exaltadas em defesa da vida, principalmente a dos animais. Como bióloga e amante da natureza, obviamente, essa preocupação me enche de alegria. Quem dera se todos tivessem essa consciência de que nós, humanos, não temos o direito de explorar e abusar de outros animais. No entanto, ao mesmo tempo em que me encho de júbilo, uma certa irritação irrompe acompanhando e até mesmo superando o contentamento.

Há um certo modismo, e creio que não seja recente, onde os adeptos se recusam a usar quaisquer artigos de origem animal, seja para fins alimentícios ou não. Ovos, leite, queijo, mel, artigos de couro, lã entre outros são vetados do consumo dos vegans. Toda essa recusa, em prol da ética e da defesa dos animais. Digo, de outros animais.

Acompanhando essa suposta ética, a falta TOTAL de informação e a ignorância (ato de quem ignora algo) sobre como funciona a natureza (desde os ecossistemas até o indivíduo) e de outros problemas que atingem o meio-ambiente, se destacam em discussões onde os produtos de origem animal são totalmente condenados, mas sequer são questionadas as monoculturas, principalmente a de soja, que por sinal é muito disseminada no meio vegetariano/vegan, ou padrões de consumo que afetam direta e indiretamente, não só os tão estimados animais (centenas de espécies e não só vacas e porcos), mas também, plantas, fungos e etc.

A soja, tão bem vista nesse meio por ser uma opção “ética” de proteína em detrimento da carne, é responsável pela perda de 80% do cerrado brasileiro e hoje ameaça a floresta amazônica, devido à… Continue lendo ‘O intrigante paradoxo vegano’

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Nada Novo, Só Revoltante…

Quatro e trinta e sete da tarde. Abre-se a porta e com facilidade já é possível ouvir o som da tv. Uma voz exasperada falava qualquer coisa do qual o cérebro já desviava a atenção pra longe, visto que já sabia do que se tratava. O curto espaço de tempo não permitiu detectar o assunto, mas pela retórica só podia ser um crente. É duro ter membros da família evangélicos. (continua…)

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Deixa o Pau ou Tira o Pau?

Sexta-feira… muitas pessoas ficam em um impasse com relação ao pau à esse assunto e, por isso, creio que caiba (no bom sentido) esse post aqui, quer dizer, aqui não! aqui não cabe porra nenhuma! aí!

Tira o Pau?

No Meu Tempo Tinha Show de Rock…

Tenho certeza de que quando meus amigos e eu ficarmos velhos vamos ser daqueles tipos saudosistas…

- Ah! bons tempos aqueles…

- É mesmo, não é? nós éramos felizes e não sabíamos.

- Pois é, não nos dávamos conta do que estava acontecendo ao nosso redor. O pior é que era evidente!

- Mas porque está dizendo isso com tanto pesar? aconteceu algo?

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Coração Lélé

Quando me fez o coração, Deus
do alto de Sua sapiência,
errou a matemática:
Dois e dois,
em mim,
são mil.

O avançado da idade pode ter-lhe fundido o juízo.
Ou foi arte de anjo menino, ao buscar por papéis brancos
e confeitos, junto à mesa do Senhor.

Pode, ainda, um diabinho treloso
ter-lhe sabotado a balança da medida das coisas,
Virado as réguas de ponta-cabeça e avesso.

Mas; , … .
A verdade é que Deus - bambambam da matemática humana,
(Pai da Mãe das ciências!)
Pós-doutor na engenharia das argilas e alquimia das órbitas,
andou trocando as bolas.

Deu-me um coração demasiadamente lelé.
Inadequado à giganteza dos desmandos da vida

Tudo nele é equivocado!
Há canos muito finos, outros muito largos;
Vez ou outra ocorre infiltração.
Suas vigas são desalinhadas,
E sobre o teto furado vêem-se as estrelas do céu da boca.

Eu vou é fazer um samba
intitulado Coração Lelé
Com chocalho de criança
sob peito de mulher

Esta foi mais uma obra-prima da Madame S.

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NEM TUDO É BELEZA NA CIDADE MARAVILHOSA.

Morte iminente por insolação no ponto de ônibus. Eis que surge o tão ordinário veículo para nos levar a qualquer destino físico dentro dos limites da cidade.

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Uma verdade dita por Max Gehringer.

Recebí esse texto por e-mail e depois de confirmada a autoria e permitida a divulgação o Estrada de Maria disponibiliza para seus andarilho. Originalmente o mesmo foi publicado na revista Exame. Obrigado Max pela solicitude.

“Vi um anúncio de emprego. (12/2007)

A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.

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Equação do EU

Faz um ano que descobri quem sou. Melhor, faz um ano que descobri quem é o EU do meu eu. Portanto, não pude deixar de notar, e devo alertá-los, que o seu EU não está necessariamente em você, seu EU pode ser o outro ou outra.

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Escravo moderno, o submisso do capitalismo.

Ótimo Texto do Carlos Morais Barboza (Russo), um famoso que já passou por aqui.

Escravo moderno, o submisso do capitalismo.

Os escravos tinham medo dos seus donos, tinham medo dos castigos que poderiam ser feitos, além do que fugir não era tarefa das mais fáceis, um negro na sociedade escravista com certeza seria abordado onde estivesse para que mostrasse se tinha autorização de seu dono para estar ali, por isso a formação de quilombos isolados, longe da sociedade que os submetem.

Atualmente vemos um monte de escravos. Tudo bem que nossos escravos atuais não levam chibatadas nem outros tipos de castigos corporais, mas sofrem. Muitos trabalham para ganhar dinheiro ou para achar que ganham, os escravos trabalhavam pois não tinham escolha, mas se pararmos pra pensar, quem hoje trabalha para ser escravo moderno, é porque está sem escolha. Muitas vezes o dinheiro que nossos escravos modernos recebem é tão pouco que sua relação com o trabalho vira uma dependência ou um circulo vicioso, suas dívidas crescem, e como os antigos donos de escravos, os atuais patrões enriquecem.

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