Tag Archive for 'metrô'

A Bomba de Enxofre

Andarilhos, infelizmente, nosso querido Samuel Punzi retirou seu blog do ar… Segundo a figura, está atrás de novas paragens mas agradece as visitas e presenteia a gente com mais esse conto, como ele mesmo definiu: nada ortodoxo.

A bomba de enxofre

Ela pensa em alemão, sonha em alemão. Pensar em alemão… Porra! Eu não falo nem o português corretamente, o que dirá o alemão. Será que ela peida em alemão? Ela deve tomar Luftal. O peido sobe e vira arroto. Que merda! Mas ela pensa em alemão. Prefiro que o peido saia pelo cú mesmo fazendo aquele esporro todo: PROOOM, POC, BRUUUMMM, POC POC POC, FOOOMMM. Tem também o peido ninja, aquele que chega sem fazer barulho e derruba tudo pela frente.

Porra, já pensou?

Ficar parado entre as duas torres do Congresso Nacional e na hora do plenário durante a votação do aumento do salário dos deputados - plenário cheio, né?! - fazer igual Sansão. Fazer tanta força que o Congresso cai: uma torrezinha para cada lado. Bonita imagem.

Bem, mas eu estava falando que ela pensa em alemão e não em peido. Acho que nunca estudaria alemão. É difícil pra caralho. Eu estudei francês e italiano. Um pouco dos dois. Francês, estudei no Maison de France faz muito tempo. Era bom aluno, tinha boa pronúncia, mas comecei a comer uma mina da minha sala. O professor também queria comer ela e me reprovou porque eu comi a mina primeiro que ele. Filho da puta. Depois descobri que o cara era uma bicha. Filho da puta duas vezes.

Depois fui estudar francês com um francês nato. Era de Bordeaux: Monsieur Raphael. Um puta vitralista, um artista de mão cheia. O único vitral para o qual não fez o desenho foi um trabalho encomendado por Marc Chagall. Bom, foi coisa de artista pra artista. Esse era macho de verdade. Achava que o veado era eu. Continue lendo ‘A Bomba de Enxofre’

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Uma Viagem Agradável…

Fantasia subterrâneas

Imagina entrar no metrô e ter que pedir licensa para uma mulher que está com o burro pro alto nua no meio do vagão? ou então sentar na janela e ter como companheira íntima de viagem um par de pernas e uma bunda, femininas, é lógico. Interessante, não? porém não se animem pois essa não é a sensação em nenhuma estação de metrô no Rio de Janeiro. Trata-se de uma viagem, sim. Porém uma viagem mental do fotógrafo francês Jam Abelanet. O cara pirou nessa viagem e decidiu fazer uma seção de fotos com esse tema: Fantaisies Souterraines - (Fantasias Subterrâneas) Inclusive está sendo levado para frente um inquérito para descobrirem como diabos ele conseguiu fazer as fotos. Esses franceses não são muito chegados em mulher não. Tinham é que dar uma autorização vitalícia para Jam desenvolver sua arte (tudo pela arte, galera!) e injetar verba do governo para nosso querido Jam poder mostrar sua arte pelo mundo todo, começando pelo Brasil, que é o país das bundas muito receptivo com esse tipo de arte.

Fantasias Subterrâneas

PS: Essa é de matar. Clique em uma das fotos para abrir a galeria.

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Despedida bizarra no metrô

Metrô lotado às 18h35 de uma quinta-feira. As pessoas já estão animadinhas porque o fim-de-semana bate à porta dos desesperados. Dois homens se despedem de uma colega de trabalho:

Fulano: - Já vai? Não vai pra Pavuna hoje não?

Sicrana: - Não, hoje vou ficar por aqui mesmo…

Fulano (tentando lançar um olhar sedutor): - Hummm então vou com você! Me leva?

Sicrana: - Vou descer aqui no Estácio, vou pra casa do meu namorado…

Beltrano: - Ah é? Vê se vai pro trabalho amanhã, hein!

Sicrana: - Amanhã não vou não, vou no sábado.

Fulano: - E sábado então, vamos pro pagode, né?!

Mulher sai do metrô soltando risinhos pro coleguinha.

Fulano: - Ela já tá namorando de novo?

Beltrano: - Tá, tá, é um cara desse tamanho (apontando pro teto do metrô).

Fulano: - Pqp, que vagabunda!

Beltrano: - Ah, que é isso, também não é assim…

Fulano: - É assim, sim! Nunca vi, não pára quieta um minuto, tá sempre com alguém, não sossega!

Beltrano: - Ah, isso é… Mas não tem nada a ver, o que ela pode fazer se tem talento?

Fulano: - Talento? Ela gosta é muito, isso sim. Ah, como gosta!

Beltrano: - Ah, deixa ela, coitada!

Fulano: - Sério, não tenho coragem de ter mulher assim não, imagina! Homem pode ser galinhão, mulher não, mulher tem que se dar o valor! Homem pode, mulher não!

Beltrano dá um sorriso forçado e não fala mais nada.

“Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens.”

Albert Einstein

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