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Clarice Lispector - A Hora da Estrela

clarice Clarice Lispector - A Hora da Estrela

Clarice Lispector - A Hora da Estrela - é uma excelente pedida para quem gosta de Literatura Brasileira. Vale muitíssimo à pena conferir, até o dia 28 de setembro, a mostra em exposição no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).

A Fundação Casa de Rui Barbosa disponibilizou centenas de documentos normalmente destinados apenas aos pesquisadores. Cartas, manuscritos corrigidos, notas e fotografias permitem vislumbrar a personalidade e o processo de trabalho de Clarice Lispector.

A autora de livros notórios como “A Hora da Estrela“, “Água Viva” e “A Paixão Segundo G.H.” é fonte de inspiração de muitos escritores. E inspiração é uma palavra que movimentou intensamente a vida de Clarice Lispector, o que é possível notar em um trecho de uma entrevista passada na exposição. Numa saleta bem ambientada, como se fosse uma sala de estar de Clarice Lispector (uma máquina de escrever se encontra apoiada na beirada de um aconchegante sofá), espectadores se apertam para assistir por completo a entrevista instigante. Entre um cigarro e outro, Clarice Lispector abre seu coração e se mostra angustiada. Ela chega a dizer que nos momentos de intervalo, quando ela não está escrevendo, se sente morta. No momento da entrevista ela diz, com um olhar vazio e ao mesmo tempo invasivo, que está morta. É de deixar qualquer um de cara boquiaberto. “Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.”

A Mostra pretende aproximar a brasileira nascida na Ucrânia dos leitores fiéis e provocar curiosidade para atrair novos leitores à obra de Clarice Lispector, e consegue com sucesso. As frases atordoantes e atemporais revelam uma autora capaz de iluminar, intrigar, comover e surpreender o leitor.

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março 66, 1º andar
Rio de Janeiro, RJ

Para assistir uma entrevista (5 partes) na íntegra Continue lendo ‘Clarice Lispector - A Hora da Estrela’

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A Bomba de Enxofre

Andarilhos, infelizmente, nosso querido Samuel Punzi retirou seu blog do ar… Segundo a figura, está atrás de novas paragens mas agradece as visitas e presenteia a gente com mais esse conto, como ele mesmo definiu: nada ortodoxo.

A bomba de enxofre

Ela pensa em alemão, sonha em alemão. Pensar em alemão… Porra! Eu não falo nem o português corretamente, o que dirá o alemão. Será que ela peida em alemão? Ela deve tomar Luftal. O peido sobe e vira arroto. Que merda! Mas ela pensa em alemão. Prefiro que o peido saia pelo cú mesmo fazendo aquele esporro todo: PROOOM, POC, BRUUUMMM, POC POC POC, FOOOMMM. Tem também o peido ninja, aquele que chega sem fazer barulho e derruba tudo pela frente.

Porra, já pensou?

Ficar parado entre as duas torres do Congresso Nacional e na hora do plenário durante a votação do aumento do salário dos deputados - plenário cheio, né?! - fazer igual Sansão. Fazer tanta força que o Congresso cai: uma torrezinha para cada lado. Bonita imagem.

Bem, mas eu estava falando que ela pensa em alemão e não em peido. Acho que nunca estudaria alemão. É difícil pra caralho. Eu estudei francês e italiano. Um pouco dos dois. Francês, estudei no Maison de France faz muito tempo. Era bom aluno, tinha boa pronúncia, mas comecei a comer uma mina da minha sala. O professor também queria comer ela e me reprovou porque eu comi a mina primeiro que ele. Filho da puta. Depois descobri que o cara era uma bicha. Filho da puta duas vezes.

Depois fui estudar francês com um francês nato. Era de Bordeaux: Monsieur Raphael. Um puta vitralista, um artista de mão cheia. O único vitral para o qual não fez o desenho foi um trabalho encomendado por Marc Chagall. Bom, foi coisa de artista pra artista. Esse era macho de verdade. Achava que o veado era eu. Continue lendo ‘A Bomba de Enxofre’

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Um Qualquer

Um ser errante sem intenção de errar. Acho isso bonito. Errar um erro desimportante, um erro que seja só seu, que só atinja a si, um erro descrente, inocente, sem amém, sem além, um erro sem perdão. Porque não haverá quem o crive, pois não será notado, o erro será só seu, sem intenção. Um daltônico na mesa de bilhar. Ser um ser que não espera, nem o pior nem o melhor. Simplesmente um ser que não espera. Ser imperativo, hiper-ativo. Faça, diga, bata, tente, seja…Um Zé qualquer que não acredita que a dama de copas surja como mágica no baralho da cartomante. Um João amigo do Zé que critica a vã manifestação de fé. Que põe as cartas do seu próprio jogo e joga só por jogar, pois esse João ou Zé, erra, não espera, ele é. Não quer chamar atenção e nem dá atenção para o tipo de gente que o faz. Ele furta dos autores dos livros que ele gosta de ler, tudo o que lhe convém, tudo que lhe faz bem. Bate palma errada na roda de samba na pretensão de compassar, canta baixinho um sambinha antigo só pra ser mais uma voz. Só pra isso. Um sujeito desses que surge numa esquina, dá um gole de cachaça, observa a lua, ri dos bêbados transeuntes da madrugada e chora depois, sem motivo. Desconexo, sem alarde, sem intenção de errar e que tem a certeza que o baralho da cartomante não é mágico o suficiente para adivinhar a carta que o seu ceticismo embaralha na cabeça.

Diogo Silveirinha

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Aforismo Nosso de Cada Dia

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Envelhecer não é problema para quem já nasce dentro da cova.

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Na minha terra caranguejo com muito medo, caramujo.

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Mulheres, agradeçam ao homem insensível. Ele nos liberta.

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Eu que brotei das flores, ganhei carne doce e caí nesse chão. Tua condição de raíz.

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Com que sinais falar ao peito surdo, indaga o poeta.

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Com que luz alcançar o que há por baixo da terra?

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Tenho 20 e mil anos comigo. Sou vó e menino
Bebo o leite da via láctea, trago a fumaça dos livros
Supernova literária caso Deus cochilar domingo

Madame S.

Via: Mulher Subjeto

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Literalmente Uma Merda Literal

Estava eu no aconchego do lar quando, como que por um surto de coragem a agir, pois, tanto eu quanto minha esposa somos um tanto… um tanto… é… tipo… não sei brother… o que que estava falando mesmo? Ahn? ……………………………………………………………………………………………

Continue lendo ‘Literalmente Uma Merda Literal’

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Oscar de título mais escroto.

Títulos Bizarros

O site da revista The Book Seller (EUA) promove um concurso anual para os títulos de livros mais bizarros. Ano passado o vencedor foi: “Os Carrinhos de Supermercado Perdidos no Leste da América do Norte: um Guia para Identificação de Área”. Creio que tenha sido merecido. Já nesse ano segue abaixo a lista dos infelizes indicados.

“Fui Torturado pela Rainha Pigméia do Amor”, de Jasper McCutcheon

“Como Escrever um Livro Sobre Como Escrever”, de Brian Paddock
“As Mulheres São Humanas? E Outros Diálogos Internacionais”, de Catharine A. MacKinnon
“A Resolução dos Problemas do Queijo”, de P.L.H. McSweeney
“Se Você Quer o Fechamento (no sentido de encerramento) de sua Relação, Comece com suas Pernas”, de Big Boom
“Pessoas que Importam em Southend e Além: do Rei Canute ao Doutor Feelgood”, de Dee Gordon

Vocês podem votar aqui.

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