
É isso aí andarilhos, nós do Estrada de Maria após um exaustivo e perigoso trabalho de investigação conseguimos coletar dados suficientes para afirmar com toda a certeza de que a Mulher Melancia é uma descendente direta da tribo Khoisan, do sudoeste da África, onde é comum encontrar nativas que desenvolveram uma doença chamada esteatopigia (a da Mulher Melancia), que nada mais é do que o acúmulo de gordura na região glútea causando assim uma hipertrofia anal animal da região e apesar de dificultar a locomoção isso sempre foi tido como fruto de atração sexual. Querem saber mais uma curiosidade? houve uma Khoisan em especial que foi a responsável por difundir o rabalhaço a fama de que toda mulher Khoisan era dona de um pandeiro de respeito. Seu nome era Saartjie Baartman. Era empregada de fazendeiros holandeses até Hendrick Cezar, irmão do patrão dela, sugerir que ela se exibisse na Inglaterra, prometendo a deixar rica. Era permitido tocar em suas nádegas, mediante um pagamento extra (e aí, melancia? tem desenrolo?). E não fica por aí, as mulheres Khoisan também tinham como característica possuir imensos lábios vaginais “cortina da vergonha” como o chamavam, pois chegavam até 10 cm e enquanto a mulher permanecia de pé parecia uma cortina de pele, putz! (dizem que eles usaram o photoshop pra retirar a… “cortina da vergonha” da mulher melancia na playboy). Sendo que Baartman terminou sua carreira de puta no circo sendo adestrada por um treinador de animais, é… talvez a semelhança com o MC Créu e os palcos da Furacão 2000 não sejam mera coincidência.
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Andarilhos, infelizmente, nosso querido Samuel Punzi retirou seu blog do ar… Segundo a figura, está atrás de novas paragens mas agradece as visitas e presenteia a gente com mais esse conto, como ele mesmo definiu: nada ortodoxo.
A bomba de enxofre
Ela pensa em alemão, sonha em alemão. Pensar em alemão… Porra! Eu não falo nem o português corretamente, o que dirá o alemão. Será que ela peida em alemão? Ela deve tomar Luftal. O peido sobe e vira arroto. Que merda! Mas ela pensa em alemão. Prefiro que o peido saia pelo cú mesmo fazendo aquele esporro todo: PROOOM, POC, BRUUUMMM, POC POC POC, FOOOMMM. Tem também o peido ninja, aquele que chega sem fazer barulho e derruba tudo pela frente.
Porra, já pensou?
Ficar parado entre as duas torres do Congresso Nacional e na hora do plenário durante a votação do aumento do salário dos deputados - plenário cheio, né?! - fazer igual Sansão. Fazer tanta força que o Congresso cai: uma torrezinha para cada lado. Bonita imagem.
Bem, mas eu estava falando que ela pensa em alemão e não em peido. Acho que nunca estudaria alemão. É difícil pra caralho. Eu estudei francês e italiano. Um pouco dos dois. Francês, estudei no Maison de France faz muito tempo. Era bom aluno, tinha boa pronúncia, mas comecei a comer uma mina da minha sala. O professor também queria comer ela e me reprovou porque eu comi a mina primeiro que ele. Filho da puta. Depois descobri que o cara era uma bicha. Filho da puta duas vezes.
Depois fui estudar francês com um francês nato. Era de Bordeaux: Monsieur Raphael. Um puta vitralista, um artista de mão cheia. O único vitral para o qual não fez o desenho foi um trabalho encomendado por Marc Chagall. Bom, foi coisa de artista pra artista. Esse era macho de verdade. Achava que o veado era eu. Continue lendo ‘A Bomba de Enxofre’
Um típico dono de bar. Cara tranqüilo, sossegado e que ao mesmo tempo se fazia respeitar por todos, até pelos mais exaltados da roda de samba das quartas-feiras. Esse era o Cúdi. Ganhara o apelido de Compadre quando era menino. E com o passar dos anos virou Cumpadi e não tão mais tarde, Cúdi. “Acho bom parar por aí senão a coisa vai feder”. Brincava Cúdi com a rapaziada. Era visto com admiração pelos freqüentadores do seu boteco. Separava brigas, dava conselhos, prescrevia remédios, ensinava simpatias, compunha samba, debatia acerca de política, futebol, mulher e religião. Cúdi, era do tipo que não ficava em cima do muro. Até o dia da discussão.
- Tem.
- Não tem.
- Eu tô falando que tem.
- Tem porra nenhuma.
- Se eu tô te falando que tem é porque eu sei.
- Sabe como?
- Já passei por isso e tive.
- Deu sorte.
- E você, como pode afirmar com tanta certeza que não tem?
- Meu primo passou por isso e não teve.
- É sempre um primo.
- Ué, não preciso mentir. Se fosse comigo eu diria, ora.
- Beleza, mas conta a estória do teu primo então.
- Ele me contou que não tem. Disse que achava que tinha, mas se deu mal por isso.
- Coitado.
- Pois é, mas acho que é tudo questão de se policiar pra não dar mole.
Cara, graças a Deus nunca aconteceu comigo. Talvez por isso eu continue achando que tenha.
- Eu…Digo…Meu primo não é mentiroso.
- Não tô dizendo isso, mas parece lenda isso tudo que contam.
- Tem, cacete.
- Mas então como é que fica?
- Tem, mas só durante aquele período. Depois volta a ser como era.
- Que merda.
- Só eu sei.
- Você??
- É. Meu primo ficou traumatizado.
- Não sei, cara. Ainda acho que não tem.
- Caralho…Tem.
- Quer ver só? Vamos perguntar pra uma pessoa imparcial.
- Tá.
- Cúdi, bêbado tem dono?
Cúdi nunca mais discutiu ou se meteu em conversa alheia ao seu conhecimento.
Diogo Silveirinha
Tem coisa melhor que ônibus lotado no fim do dia? As pessoas já estão tão acostumadas com aquele furdunço todo, que chega a ser natural, “é assim todo dia mesmo, é normal…” diz tranquilamente a empregada doméstica, voltando da zona sul para sua casinha no subúrbio. É um tal de mais gente subindo que descendo, é um empurra-empurra, é a cara feia pro passageiro que quer se enfiar onde não cabe mais. E não é que cabe?
“Dá licença, dá licença, obrigada…” A mulher educada é alvo de risadinhas de canto de boca irônicas da moça que está sentada e nem está sofrendo empurrões.
“Pi Pi!” Apita o rádio do moreno de mochila preta, e agora sabemos que ele vai viajar para um resort na Bahia no dia 23. “Vê se arranja uma vaga lá pra mim e pra Mariana”, diz seu colega de trabalho, o Marcão. “Se machucou?”, diz a senhora que está de pé à jovem, que quase caiu, por causa de uma freiada brusca de mais um motorista impaciente.
“Viu o que está acontecendo no caso Isabella? Tenho muito ódio daquele pai, e que pena daquela menina…” “Alguém vai saltar na UERJ? Heey, ALGUÉM NA UERJ?” E eis que surge a única torcedora fanática pelo Flamengo e levanta o braço, “Eu, eu vou ficar aqui…”. Com voz suave, ela tem medo de apanhar dos inúmeros trabalhadores cansados que só almejam ir para suas casas, e não ir a mais um jogo roubado no Maracanã numa chuvosa quarta-feira.
Enfim, silêncio. Agora consegui um lugar para sentar, ó glória! Fecho os olhos e adormeço, o saculejar dos motores é como uma cadeira de balanço com direito a cantiga de ninar. “ÔÔÔ motorista, eu vou desceeer! ÔÔÔ seu motorista!” Pronto. É melhor eu acordar agora, senão eu posso perder o ponto. Tem coisa melhor?

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