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A rebeldia do fantástico

“O Jardim das Delícias”, “O Inferno” e o “Jardim do Éden”

“O Jardim das Delícias”, “O Inferno” e o “Jardim do Éden”

Sei que muitos que por aqui caminham conhecem ou já ouviram falar do artista fantástico Hieronymus Bosch. Eu o conheci na faculdade, e como eu sei que nem todos já tiveram o orgasmo prazer de apreciar sua obra, resolvi postar sobre ele aqui no Estrada…

O verdadeiro nome do pintor holandês é Hieronymus van Aken, nascido entre o século XV e XVI. Mas isso não é importante. O que interessa é a originalidade de sua obra, que ironiza as frustrações e os desejos humanos de forma insólita e detalhada. Sua obra original e brilhante retrata a vulnerabilidade do homem diante das tentações – idéia dominante na Idade Média. O pintor é apreciado por seus contemporâneos e exerce, séculos depois, influência sobre os surrealistas. Quem gosta de Salvador Dalí com certeza ficará apaixonado por Bosch.

“The Garden of Earthly Delights” é sua pintura mais famosa, criada provavelmente em 1504. Esta obra prima também é conhecida por “O Jardim das Delícias” e considerado sua trabalho mais maduro, o qual descreve a criação da mulher. Trata-se de óleo sobre painel, sendo que o grande retábulo central mede 2,20 x 1,95cm e os laterais medem 2,20 x 97cm, em exposição no Museu do Prado, em Madrid.

A pintura possui duas laterais, a direita narra “O Inferno” e a esquerda o “Jardim do Éden”. O que se supõe é que o centro representa o estado em que vivia o homem na Idade Média, repreendido pela religião e tentado pelos prazeres mundanos. O artista recheia o quadro de detalhes, de símbolos e signos que representam órgãos sexuais e ironizam os líderes religiosos. No “Jardim das Delícias” são encontrados peixes e outras formas que representam a figura do falo. Neste painel está representado um enorme jardim com lagos e chafarizes de água repleto de homens e mulheres nus em erótica convivência, rodeados de frutos gigantes, que representam os órgão sexuais, e animais de todas as espécies. Tudo muito colorido e minucioso.

Na lateral do Inferno, pessoas são castigadas e pode-se ver chapéus de frades, pênis e corpos mutilados, satirizando a Inquisição.

Vejam algumas obras:

O Navio dos Loucos (A Nau dos Insensatos)