Foi avaliando os últimos acontecimentos no Brasil, que busquei discorrer sobre a atual situação da criança em nosso tempo. O que me motivou não foi somente o caso Isabella, mas sim o caso João, o caso Wesley, o caso Priscila, o caso Fabiana, o caso Hugo… Todas as crianças de quatro, cinco, seis, onze anos, que tiveram sua inocência interrompida. Estes casos abalaram nossa sociedade e nos tem levado a pensar sobre a atual condição humana em lidar com o futuro que não nos pertence, e sim a esta nova geração que se esvai.
Atualmente temos nos defrontado com situações nas quais, não conseguimos compreender. Como alguém fere, manipula, desconstrói, tritura, subjuga moral ou fisicamente uma criança? Esta pergunta pode ser nunca respondida. Mas o dever do Estado é rever suas leis, propor novas possibilidades de proteção à criança e ao adolescente. E antes de tudo, a família deve fazer o seu papel, mudar seus conceitos que a estrutura como pilar social que sustenta o país. O dever do Estado somado a família é garantir que haja respeito a estas pequenas vidas, que a cada dia perdem sua inocência e sua infância.
Como tem sido nosso comportamento diante da nova geração de cientistas, políticos, professores, presidentes… Estas crianças de hoje são o que seremos amanhã. Como temos cuidado delas para chegarem lá sadias? Seja por meio de atitudes agressivas que denigrem sua condição física e moral, mas também a TV que a bombardeia com conteúdos que não as sustentam nas suas possibilidades de crescimento crítico diante do mundo que as espera.
Onde será que erramos?


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