E você, já baixou o seu cd?

Quando foi a última vez que você comprou um cd? Não estou falando de cd gravável, mas sim um cd original da sua banda ou músico favorito? Nos tempos das vacas magras, a internet é a solução. O mercado fonográfico passa por uma enorme crise, mas desta vez os músicos não sofrem tanto assim por isso.

André Gonzales, vocalista do Móveis Coloniais de Acaju, disse entre uma música e outra em seu show semana passada no Circo Voador: “Nosso cd está à venda ali, mas quem está sem grana pode baixar todas as nossas músicas no site www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br“. Não preciso nem dizer que logo após esta declaração ele foi vivamente ovacionado, né?

Após meses sem dar as caras, o Led Zeppelin promete um show beneficente em uma arena londrina, em novembro. Além desta promessa, a banda também vai disponibilizar pela primeira vez as suas músicas para serem baixadas na internet, oficialmente. O grupo, um dos retardatários a oferecer as músicas para venda digital, não vê outra saída nesta realidade de queda de vendas de cds.

Tudo é muito flexível no reino musical. “In Rainbows”, mais recente álbum do Radiohead, lançado no último dia 10, tem suas músicas disponíveis apenas na internet. Mas a boa notícia é que os fãs podem escolher o preço que pretendem pagar pelos downloads das músicas. Tudo bem democrático, de um jeito inovador e que pode dar certo. A banda teve uma sacada inteligente. Eles estão cientes de que vendendo as músicas por download, legalmente, não teriam que dividir os lucros com gravadora. Além do mais, eles sabem que nem todo mundo iria querer esperar até dezembro, mês que será lançado o cd em espécie, para adqüirir as músicas.

Os colecionadores de carteirinha também poderão comprar o formato físico em dezembro, um box que contém o novo álbum em CD, um disco duplo de vinil e um CD multimídia com sete faixas adicionais, fotos, arte e letras. O box deverá custar em torno de R$160, à venda somente pela internet.

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4 Responses to “E você, já baixou o seu cd?”


  1. 1 Livio Mula

    Desde o tempo dos famosos bolachões 12 polegadas que a frase “disco é cultura” vem estampada nas capas dos mais variados LPs e CDs. O mesmo valor sempre se deu à livros e revistas. Porém a internet parece ter vindo como a grande extirpadora das gravadoras e editoras do mundo, permitindo acesso a qualquer material de seu cantor ou escritor preferido. Hoje é possível encontrar o primeiro disco de Chuck Berry ao último lançamento do Radiohead em apenas um clique. O mesmo ocorre com os sites de e-books ou ainda mais recente, o inusitado Google Books que disponibiliza em seu portal os mais novos livros em torno do mundo. No entanto, bem nos primórdios dessa “revolução cultural virtual”, muitos dos donos desses sites, blogs e comunidades do Orkut que disponiblizavam esses materiais foram processados e fichados pela PF. Estranho não?? Suscita a dúvida agora… se música e livros sempre foram atribuídos à cultura, todos deveriam ter acesso então… nessa caso qual motivo da criminalização? será que a lendária frase “disco é cultura”, estampada pelas mesmas gravadoras que hoje se dizem contra ao compartilhamento virtual de discos, tem seu valor? hum… é mais do que sabido que os artistas não sofrem com a internet e muitos ainda se beneficiam dela.
    Chegamos a um ponto irreversível e não haverá Sony ou Globo Polydor capaz de reverter o jogo. Perderam. “Disco é cultura” passa a ser obsoleto… inicia-se a era “mp3 é cultura”.

  2. 2 StomP

    Alguém se lembra do Napster ????
    Tudo começou meio que com ele, foi o primeiro programa
    famoso de troca de MP3! Hj temos vários… rs

    Lembro que bem antigamente o site sombrasil disponibilizava
    várias musicas para download em sua página na careta! rs
    Só vinha com uma vinhetinha no final que era moleza tirar…

    Realmente as gravadoras perderam o jogo e quem ganha somos nós
    e os artistas independentes que tem a opção de difundir seu som
    pela internet sem ser refém das gravadoras …

    Viva o download de MP3, viva o CD e DVD pirata! rs

  3. 3 Thiago de Oliveira

    è isso ai, concordo com o amigo lula “mp3 é cultura, esta chegando ao fim o oligopólio das grandes gravadoras.

    “os piratas são bem mas legais que os ninjas”… rsrs

  4. 4 Lunger

    Sem sombra de dúvidas a possibilidade de escolher quem ouvir quando quiser ouvir e, muitas vezes, sem pagar nada por isso vem detonando, ou, ao menos, renovando império fonográfico (até a palavra já soa como coisa do passado). Eu comecei a minha história de “downloader profissional” na época do NAPSTER, passando por iMESH e o saudoso Audiogalaxy até chegar no disco de platina dos P2P, o bittorrent… Confesso que meus HDs nunca mais tiveram o mesmo espaço… Através da Internet conheci bandas que se dependessem do mercado milionário, estariam mais anônimas do que qualquer vizinho nosso que não tem Orkut. O melhor disso tudo é que não preciso ficar sujeito à MTV e afins pra descobrir uma banda legal, basta eu visitar sites como TRAMA, montar uma rádio no PANDORA ou escutar uma rádio on-line que toque o gênero que faz minha cabeça! Será que ficar conhecido mundialmente é ruim pra alguma banda? Pfff… Os músicos ganham dinheiro com as apresentações, pois o dinheiro da vendagem de discos vai quase todo para as indústrias… Viva a Internet, ao P2P e a liberdade de escolha! Eles que aprendam outras formas de ganhar mais dinheiro!!!

  1. 1 made in ??? | Estrada de Maria

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