“O meio-ambiente está na boca do povo. Nunca essa expressão esteve tão em alta como atualmente.
Mas afinal, alguém sabe que diabo isso quer dizer?
Por exemplo, propaganda da Vale do Rio Doce: uma bonita imagem aérea do Pantanal seguida de uma imponente onça. Na jaula, é verdade. Pra Vale, esso é meio-ambiente que vale. E sua preocupação com ele, fala a verdade? É só mostrar uma bela imagem do Pantanal e uma onça na jaula… é ou não é? Ou ela parará com as suas atividades danosas ao meio-ambiente? Rá! Que pergunta inútil…
Outro exemplo burlesco: propaganda política de um partido qualquer. Sim, qualquer, por que nesse país os partidos só se diferenciam no nome. Então, tanto faz que raio era o partido da propaganda e voltemos à questão tão merecidamente em voga, ainda que ridiculamente exposta pela mídia.
Depois de um bonito discurso escrachada e tipicamente vazio sobre reforma política e preocupação social, um careca engravatado ordinário (os dois sentidos dessa palavra são válidos aqui) introduz na dialética partidária mais um arranjo de palavras que supostamente tira o sono dos tão laboriosos e pudicos parlamentares: o meio-ambiente. Tirar o sono? Tá exagerei na piada. Mas de fato o sono cultivado no sofá e diante da TV se vai com o susto ao se ouvir tamanha falácia. O que esse careca e outros impostores sabem sobre meio-ambiente? Pergunta pertinente…
Pois é, essa expressão tornou-se um forte apelo publicitário utilizado tanto em propagandas genéricas de empresas, que tentam macular suas verdadeiras ações perante ao meio-ambiente com bonitas imagens de pantanal e onça e de partidos políticos que bem sabemos perderam a vergonha há muito tempo…
Voltando à primeira pergunta do texto: para a sociedade em geral, cujo grande valor são as posses, meio-ambiente reduz-se a um instrumento de marketing e nada mais. Para aqueles que conseguem enxergar além da nuvem que obscurece a razão, algo que ainda vale o esforço da luta. ”
Marcelle Pacheco










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Sou Marketeira, confesso e concordo plenamente com a Marcelle em relação
ao uso da tal Responsabilidade Ambiental para agregar valor à marca e uma
imagem de bom moço às empresas e empresários. Sustentabilidade gera
liquidez e nada mais.
Ninguém faz projeto social ou ambiental pensando no bem que fará ao
planeta, o primeiro objetivo é abocanhar essa fatia de mercado de pessoas
que se dizem preocupadas com o meio-ambiente e com os menos afortunados.
Enfim, eles fingem que fazem projetos sérios e nós fingimos que
acreditamos. O que não é certo, concordo, mas é que nós nos permitimos
ser hipócritas contanto que faturemos um pouquinho mais. Na lei da Selva de
Pedra, os fins justificam os meios e o Rei ainda é Maquiavel.
òtima conclusão da Flora, realmente ninguém faz projetos ambientais ou sociais pensando no próximo e nas próximas gerações, isso é conversa fiada, mas porém, devido à essa “preocupação” dos consumidores e clientes em comprar produtos que não afetam o meio-ambiente as empresas realmente estão colaborando para preservação deste, pois a tendência do mercado hoje esta voltada para isso (Marketing verde). As empresas mesmo pensando em lucrar mais buscam preservar ou não fazer tanto mal ao nosso eco-sistema.
É verdade que as empresas não buscam preservar o ambiente e mostrar em campanhas que estão fazendo o melhor para preservá-lo apenas porque querem ser boazinhas. Até porque hoje já não é mais uma questão de consciência ambiental, mas uma questão de sobrevivência no mercado. Quem promove campanhas de preservação ficam mais em alta que as que não fazem nada, saem na frente na disputa. Claro que as campanhas da Vale ou da Petrobrás não cobrem os danos que elas causam na natureza, mas…