Imprensa Marrom

Imprensa Marrom

Em meio a tanta confusão e correria do dia-a-dia fica meio difícil pensar criticamente 100% do tempo… Mas para ajudar-nos nessa longa jornada pela estrada contamos com parceiros, amigos, família… Cada qual com seu patuá, cada um com sua particularidade, mas todos essenciais em seu propósito de nos manter no equilíbrio da consciência.

Através de uma indicação cheguei a esse santuário de coisas inteligentes. Ví, nesse blog, uma veia de contemplação forte, que condiz com a filosofia da Estrada de Maria. Por esse motivo, disponibilizo para vocês o editorial do blog Imprensa Marrom. Mas se vocês esquecerem da Estrada de Maria terei o maior prazer de colocar o nome de vocês na boca do sapo E continuem oferecendo a presença agradável de vocês por aqui :)

“A Imprensa é vista por aí como o Quarto Poder. Uma bobagem. Trata-se de um grupo de empresas privadas, com interesses próprios. Não constituem um poder exclusivo, mas sim uma ramificação do poder econômico, já suficientemente representado pelas empresas e empreendimentos privados em geral.

Por muito tempo, esse suposto “Quarto Poder” era colocado ao lado dos outros três; Executivo, Legislativo e Judiciário. O Executivo é representado pelo administrador público, eleito pelo povo. O Legislativo, pelos parlamentares, também eleitos pelo povo. E o Judiciário por cidadãos concursados, e um quinto de indicados.

Sobre todos esses três poderes jogam-se “luzes” acerca da influência do Poder Econômico. Notadamente, o Judiciário é o menos afetado, por ter um grau de independência maior e ainda ser a única via pela qual pode-se contestar os outros dois.

A “Imprensa”, portanto, não deve ser vista como um “Poder”, nessa significação jurídica. Juridicamente, aliás, fala-se mais em “função” do que em “Poder”, seja Executivo, Legislativo ou Judiciário.

As empresas de comunicação, formadoras daquilo que se chama imprensa ou mídia, são entidades privadas interessadas tão-somente no lucro. A ladainha de “função social” da imprensa é, como dito, pura ladainha.

Interessadas em lucrar, as empresas de comunicação investem em pólos logicamente adversos. A equação, tecnicamente insolúvel, mas, na prática, muito bem resolvida, deve fazer com que o órgão receba todo tipo de anúncio e, ao mesmo tempo, tenha independência e liberdade para questionar os interesses das empresas anunciantes.

Assim, os leitores acreditam que têm em mãos um veículo independente e corajoso, ao passo que os anunciantes sentem-se no conforto de não ter complicações, visto que lá efetuam seus pagamentos por meio de propagandas e afins.

Complicado, não? Exatamente. E, para evitar esse e outros tipos de complicação, nossa imprensinha mequetrefe, no geral, age de forma ridiculamente parcial, destruindo todo e qualquer princípio básico de isenção e imparcialidade.

É aí que, com todo respeito, entramos nós.

Uma utopia, talvez. Uma “mesa de boteco virtual”, na qual alguns pretensiosos ficam descendo a ripa nesse tipo de coisa. Pode ser, talvez seja isso mesmo e, para quem gosta, estamos aí.”

                       Gravatai Merengue

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Que merda!Legalzim!Bacanudo!Irado!Fodástico! - 4 voto(s)
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1 Response to “Imprensa Marrom”


  1. 1 Gravatai Merengue

    Opa, valeu. :)

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