
É impressionante! Diria até inacreditável… O modo como a grande massa concebe as obras populares televisivas e cinematográficas. Após ler a entrevista que o Capitão Nascimento ator Wagner Moura concedeu ao G1 pelo fato de o filme Tropa Tropical Tropa de Elite “estrear” nessa sexta-feira (5).
Wagner Faca na Caveira Moura se apresenta notoriamente incomodado com a associação ao tráfico aos personagens impecavelmente protagonizados por ele e que ganharam uma projeção muito grande devido à pirataria que rolou com o longa-metragem de José Padilha. O lugar que quero chegar é o seguinte: A confusão personagem/ator se dá pelo fato de o profissional ser extremamente qualificado ou a grande massa que é burra mesmo? O que temo é que andando pelo calçadão de Copacabana o ator seja berrado aos ouvidos “Valeu Capitão!!!!” e logo em seguida Wagner Pá Pum Moura vira para o colega que o acompanha e brada: “Senta o dedo nessa porra”… O fato é que não consigo entender esse fenômeno direito e gostaria de colocá-lo em pauta de debate aqui no Estrada de Maria…
Porquê há essa confusão de identidades, quais as consequências, há malefícios?
Pensemos…











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Fico tão triste quando ouço umas barbaridades ditas pelo meu avô, como: “odeio esse tal de wagner moura, faz um papel tão feio na novela!”… Isso me deixa chateada, e eu explico: “Vô, vc não pode odiar o ator em detrimento do papel que ele faz!” E ele completa: “Mas eu odeio mesmo assim e pronto!”.
Desculpa meu vôzinho, eu te amo, mas fico triste com pensamentos assim tão comuns…
Infelizmente isso acontece com pessoas alienadas que vivem num país subdesenvolvido que tem um sistema de ensino defasado com apoio do própio governo pra que a situação continue deste jeito. Pois assim eles conseguem impôr seus interesses de forma que a grande maioria da população aceite feliz sua própria desgraça, vivendo um mundo imaginário se identificando e vivendo como personagens de uma história fictícia.
O sistema esta contra nós, e nós devemos resistir!
Estou com o cachaça.
Triste ver essa gente de nossa terrinha tão alienada.
Mais do que resistir, vamos trazer mais gente para resistir com a gente. Vamos revolucionar.