É com imenso prazer que apresento para vocês uma das poucas mulheres paulistas que não se iludem com aquela cidade… Perdida no meio de arranha-céus, os “manos” não a compreendem. Mas, pessoalmente, é inevitável que uma Flor tão colorida não se destaque em um habitat predominantemente cinza.
Com vocês… Flora Conde. Enjoy!
Sem acreditar que o “catzo” do tempo virou bem na sexta-feira e que ela reserva um final de semana com muito trabalho, resolvi dar uma olhada nos jornais on-line pra ver se existe algo bom pra se fazer nesta cidade cinza. Não é lenda, São Paulo é cinza, até o Parque do Ibirapuera é cinza.
E lá estava euzinha, navegando despretensiosamente por um portal destes quando vi uma chamada: “Jovens esquecem casa e dormem em lan house”. Depois de ler a matéria (que é bem meia boca, mas o assunto é interessante) eu me pergunto: o que essas pessoas tem na cabeça?
Meu ex-marido era um viciado em games, e isso me irritava profundamente. Lembro-me de uma vez que estávamos “brincando” numa sala virtual de conteúdo adulto, quando um ser entrou com o apelido de Prince of Persia e sim, eles começaram a trocar dicas sobre o jogo numa Sala Virtual de Conteúdo Adulto. Vocês conseguiram enxergar o ponto onde eu quero chegar?
Tudo bem que esses games podem ser divertidos, mas até que ponto isso é saudável?! Aliás, a definição de saudável é: conveniente para a saúde; benéfico; salutar; útil. E eu não vejo nenhuma destas características nesses games do estilo Counter Strike, Winning Eleven, Need for Speed Underground e afins. E se alguém vir, por favor, me aponte porque eu realmente anseio por essa informação.
Aproveite e me explique como um adolescente no auge de suas possibilidades se presta a ficar horas e até dias enfurnados numa Lan House, alheio ao resto do mundo. Essas crianças de hoje em dia não andam mais de bicicleta? Porque eles não vão jogar bola com os amigos? Porque não experimentam tentar conhecer pessoas fora desse universo paralelo?
Vai dizer pra mim que é perigoso? Perigoso é o cacete!
É impressionante a capacidade de se banalizar uma ferramenta tão útil e torná-la maligna. As pessoas, e principalmente os mais jovens, se prendem a uma realidade virtual imbecil porque sabem que lá podem ser qualquer coisa, a qualquer momento e esquecem de viver o de verdade, o real, o de carne e osso.
É fácil tornar-se o melhor amigo de alguém que gosta de tudo que você gosta, difícil é conquistar alguém que não tem nada a ver com você e não conseguir explicar o porquê que isso aconteceu, mas não se importar com isso, porque de alguma maneira essa pessoa te faz bem.
É muito triste que as próximas gerações talvez não aproveitem o famoso “calor humano”. Que jamais descubram como é bom sentar num boteco com seus amigos e senti-los ali, ao lado, junto pra jogar conversa fora, tomar uma e jogar baralho. Como faz toda a diferença tomar banho de chuva, banho de mangueira, banho de baba de cachorro. Que nada aproxima mais os amigos na infância do que uma bola que quebra o vidro da vizinha chata e que esta é a melhor adrenalina que a gente pode sentir, porque é um medo que faz rir.
Enfim, que jamais entendam que as sensações que a vida pode lhe proporcionar são infinitamente melhores do que aquelas que você é capaz de criar pra si, porque o que o mundo real tem pra te oferecer vem com um bônus chamado inesperado, também conhecido como agradável surpresa.



























Não há unanimidade quando defrontamos os prazeres da vida simples e o conforto das novas tecnologias.Todos os dois tem os prós e os contras,se por um lado as crianças de hoje em dia estão bem mais sedentarias , elas tem maior conhecimento do que as de uns tempos.
O meu maior medo é que o futuro se torne mais desumano do que já é hoje(se é que isso é possivel).
Alias você que está lendo,há quanto tempo não conversa com alguém a não ser pelo msn ?
Acho que essas afirmações que o Demétrius fez apenas cabe a ele. As crianças de hoje em dia não tem mesmo mais conhecimentos que as de outrora, pelo contrário, cada vez mais estão lesadas, leia-se lerdas e de má índole. Crianças que vem se tornando mais “espertas”, porém sem nenhuma noção de fazer o bem, ou vida social. A quantidade de crianças egoístas e mesquinha atualmente é absurda, não que não existisse, mas antes as crianças eram crianças, hoje são miniaturas de adultos. Cadê a inocência para a formação de caráter!?
Deixando de lado a autora do texto Flora Conde ,e debatendo com o Beralzir, concordo com muito do que foi digitado por ele,mas alguns desvios de carater já vem de berço ,não são exclusividade das crianças desta geração.Antigamente existia criança rium também,só que os modos de crueldade eram mais precarios.Esse negocio de criança inocente e pura é coisa de Criança Esperança e Renato Aragão,a partir do momento que ela aprende a forma certa e a errada de agir já começa a fazer escolhas,independente da apoca em que ela esteja.
Tb não acredito que todas as crianças de antigamente eram inocentes, não. Mas a maioria esmagadora não tinha a interferência exarcebada da mídia e a influência de conteúdos inapropriados para a idade delas.
Não concordo também que as crianças de hoje são mais “bem informadas”. Então a sociedade vai ficando mais inteligente ao passar dos anos? Eu acho que conta muito o fato da imaginação da criança ser motivada pelos livros. E não adianta dizer que as crianças de hoje também podem ter acesso à leitura como as crianças de tempos atrás, pq isso não acontece mesmo. Elas estão muito mais envolvidas com questões mais interessantes, como o computador, o X-Box ou o shopping center. E vai dizer que isso tudo não influencia na mente de criancinhas “inocentes”?
Quando falo das crianças miniaturas de adultos quero dizer que as crianças de hoje não desenvolvem seu lado criança, deixam de trabalhar sua imaginação para usar a imaginação de um vídeo game ou um celular cheio de apetrechos. Crianças assim pulam fases como a leitura, pois acham chato ler e imaginar, já que pode muito bem ver na televisão. Deixam até de criar novas amizades por causa dos games. Por isso digo que as crianças são até mais espertas, mas esperteza também tem seu significado ruim, como malandragem e tirar proveito, porém não são mais inteligentes, e ser inteligente é viver. A vida é um eterno estudo, não se pode deixar de viver, e isso implica em não deixar de ter vida social.
Talvez os grandes culpados deste lamentável fenômeno não sejam os fabricantes de games, ou as emissoras de tv, mas sim os próprios pais. Tenho uma amiga que vive uma situação, infelizmente, muito comum: ela e o marido trabalham e não têm com quem deixar o filho de 9 anos durante um período de +ou- 4 ou 5 horas, e ela simplesmente liga a tv e o computador, e o deixa trancado dentro de casa neste período. Ela alega que prefere que o filho fique em casa pq ela (acha que) sabe com quem ele está se envolvendo, ou seja, ninguém. É esta coisa superprotetora que atrapalha a formação de caráter. Isto pode ser muito perigoso, os pais acham que pagando colégios caros pros filhos, estão dando uma educação, mas os filhos estão se educando sozinhos, sem nenhuma referência positiva, e, em casos mais extremos (extremos, mas não incomuns), achando que não tem problema nenhum espancar uma prostituta que está num ponto de ônibus.