Equação da loucura

Loucura

 

Ao me propor a tentar encontrar uma fórmula para que fosse possível medir o coeficiente de insanidade que um indivíduo possa ter, comecei a desconfiar que pensar ou escrever sobre isto consistiria em uma pequena amostra do que seria um indicador de loucura.

 

Talvez até o final deste artigo isto entre no cálculo em questão. Mas o que eu pretendo deixar bem claro, amigo internauta, é que não trataremos aqui de assuntos com evidência patológica, nos quais a medicina se debruça muitíssimo bem. A loucura que iremos analisar é bem mais sutil, comum e, de certa maneira, ignorada pelos tratados médicos. Talvez “louco” não seja o termo mais apropriado para identificar a fortuita vítima deste tipo de insanidade, quem sabe tenhamos que optar pelo termo “não-convencional”, que soaria mais brandamente. Acho que por hora é importante não fugirmos do ponto central da questão: o nível na “não-convencionalidade” necessário para ser considerado um caso de insanidade.

 

Particularmente eu estou com Galileu e não abro, É relativo!

 

Uma medida só existe em relação à outra e no nosso caso, a medida da loucura depende da medida da razão, ou da normalidade, em relação à maioria das pessoas, claro. Ora vamos, caro internauta, tempo é um bem precioso e não pode ser desperdiçado, nós sabemos que, obviamente, existem muitas pessoas no mundo, e levaria muito tempo para fazermos uma média da normalidade mundial, e ainda poderia ser terrivelmente inútil! Neste caso, fica combinado que só serão consideradas as pessoas que dividem o mesmo espaço físico com o indivíduo durante os 2/3 do dia em que ele fica acordado. Independente de manterem com ele algum relacionamento direto. Isto abrange desde a adorável pessoa que ele viu, ao seu lado, na cama, quando abriu os olhos, até aquele cara gordo e com cecê que sentou no acento do ônibus bem ao seu lado.

 

Para o cálculo!

 

Seremos as cobaias desta experiência. Não se preocupe, vai doer, mas vai ser pro seu bem!

 

Pensemos, grosseiramente, nos elementos que compõem este conglomerado de pessoas (é importante ver o grupo de pessoas que você selecionou de maneira maciça, como se todos fossem uma só pessoa) e vamos tentar encontrar os elementos que nos compõem, e que nos pareçam peculiares, ou “não-convencionais”, em relação a eles.

 

Um exemplo clássico para tentar facilitar: Esta pessoa que você criou, fruto do conglomerado, estaria neste momento lendo, ou no meu caso escrevendo, uma besteira destas? (neste momento, não pense nos seus amigos, e sim no cara do cecê)Se a resposta for não, você já tem um ponto. E por aí vai.

 

Segundo o centro de estudos científicos “Fernanda Braga Academic”, se você fez de 7 a 15 pontos, parabéns você é insanamente perfeito; se fez menos de 7 pontos, provavelmente alguém está lendo este texto para você; se fez mais de 15 pontos, leu o texto, mas não deveria, pois lá no início eu avisei que não trataríamos de loucuras patologias. Honestamente, amigo internauta, se de fato o seu caso foi o último a ser citado, eu, penosamente o aconselho a procurar um psiquiatra! Talvez nos encontremos na sala de espera.

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Que merda!Legalzim!Bacanudo!Irado!Fodástico! - 2 voto(s)
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1 Response to “Equação da loucura”


  1. 1 Cris

    Acho que o maior medo do ser humano é ficar louco. A loucura significa perder o controle de si, e nós, na nossa escravidão e medo da transgressão, não poderíamos admitir não saber mais sustentar as próprias regras mesquinhas. No dia que superamos esse temor nos tornamos mais livres… E bem mais loucos tb, mas isso é só um detalhe..rs O blog está irado, parabéns para os autores da idéia!! beijão!!

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