Reflexão

Estreando nossa seção de reflexões uma pessoa muito especial que tem Grandes idéias, grandes ideais e um grande nome. O melhor disso tudo é que vem em embalagem compacta… Apresento-lhes Marcelle Pacheco.

 

 

 

“Antigo, mas ainda atual…

Embreagem, primeira.

Embreagem, segunda.

Freio, ponto morto.

Mais uma vez: Embreagem, primeira.

Embreagem, segunda.

Embreagem, terceira, acelera quarta.

Amarelo, freio.

Vermelho, pára.

Nada mais chato que dirigir no trânsito do Rio de Janeiro. Ainda mais durante o longo trajeto diário, casa-Fundão, Fundão-casa.

Este último então nem se fala…

O pior de tudo é quando se para num dos diversos semáforos repletos de ambulantes: ora tangerina, ora fruta-de-conde. Às vezes guarda-chuva, outras, uns cacarecos totalmente desnecessários.

Tenta-se disfarçar, fingir que não vê.

Aí, vem a insistência: “Não vai levar hoje não, tia?”. Balança-se a cabeça sem muito entusiasmo. “Pô, só um, só um!”. Vem a impaciência: “Não!!!”.

Alguns metros adiante recai a culpa: “Poderia ter ajudado!”…

Ajudado? Quem precisa de ajuda? O aleijado? O idoso? Talvez…

Mas aqueles caras fortes (ou não tão fortes assim) que se contentam em vender bala no sinal?

Neste momento me deparo com a raiva: “Povo de merda!”. E em seguida lembro-me dos argentinos fazendo “panelaço” na praça de maio, se não para resolver, para pelo menos expor sua insatisfação com a precariedade da situação que eles viveram há alguns anos atrás.

Os pobres vendem bala. A classe-média fingi não ver.

Pausa para reflexão.”

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9 Responses to “Reflexão”


  1. 1 StomP

    Questão de ponto de vista …

    Existe uma campanha aqui na barra, (li sobre tal no jornal do bairro que atende
    pelo nome de Folha do Bosque) que pede para que as pessoas não comprem com os famosos “ambulantes de sinal” alegando que, se não há clientes, não há
    ambulantes.

    Fico admirado em ver o quanto as pessoas odeiam os simpáticos “ambulantes de sinal”
    que estão sempre sorridentes dando um bom dia ou avisando que o farol está
    ligado pois nunca ninguém jamais lembra de desligá-lo após a saída do túnel da linha amarela.

    Porra! Queria muito saber qual o caralho do problema de um infeliz te oferecer uma merda de uma fruta do conde no sinal ???

    “Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, porém estou aqui humildemente vendendo fruta do conde”.

    Isso aí em cima é um fato! Enquanto existir este abismo entre as classes sociais a segurança não melhora, temos que dar oportunidades aos mais humildes e não tirá-las como foi proposto pelo tal jornal. O que você prefere, ter um cara vendendo morango no sinal ou um marginal apontando uma arma pra sua cabeça neste mesmo sinal?

    É demagogia demais odiar os amigos vendedores “sinalzeiros”, eles fazem parte da nossa sociedade queiramos nós ou não, tenho que lembrar que eles são apenas serem humanos que precisam de dinheiro para viver, alimentar seus filhos e tentar ter uma vida um pouco digna sem ter que apontar uma arma pra ninguém. Antes de fechar o vidro na cara de nosso humilde amigo, lembre que qualquer um de nós poderia estar ali, do lado de fora, sem ar condicionado…

  2. 2 odonatado brejo

    Bem, se você abrir um pouquinho as arestas que limitam o seu olhar, verá que o que falo vai além dos simpáticos vendedores de bala. Absolutamente nada contra o cara que, como vc mesmo falou, vende “a porra da fruta-de-conde”. O problema é ele estar lá, falando mais claramente caso não tenha entendido, o que o leva a fazê-lo. Não odeio ninguém, odeio as circustâncias.

    E se queres saber, sempre fui muito simpática e educada com os “nossos amigos vendedores”. Tanto que sempre ganho de volta um sorriso…

    Agora, não estamos livres de num dia onde o mal-humor (é demagogia ficar mal-humorada tb?) se faz totalmente presente e ainda encontra reforço, ora pelas circusntâncias que levam o vendedor a vender balas no sinal e não por ele em si e ainda as que levam alguns cidadãos a apontarem armas para nossas cabeças, ora por dirigir no trânsito caótico e ao mesmo tempo monótono movido por motoristas que fecham antipaticamente o vidro na cara de “nossos amigos” e se locomovem confortavelmente no ar fresquinho sem respeitar absolutamente nada e nem ninguém.

    Creio que pensas que sou uma patricinha que vislumbra como solução empurrar a poeira pra baixo do tapete. Prazer, Marcelle. Ando de bicicleta. Aliás, recomedo… acalma.

  3. 3 becarol

    Clap, clap, clap!!
    Em primeiro lugar quero falar que a Marcelle não é alguma patricinha. Adorei essa polêmica, vê-se que um texto é bom quando ele causa certo furor nas pessoas. Não quero causar mais polêmica (quem sabe um pouquinho mais? rs) mas tenho que concordar com a Celleza: há dias que nos encontramos de mau humor e o que menos queremos é ser importunados por qualquer pessoa, seja ela um vendedor ambulante mala, uma vendedora de loja ou até mesmo um parente seu.
    Calma, pessoas, eu não sou tão má assim… Mas existem casos que nos fazem realmente perder a paciência. Certa vez aconteceu um acidente muito bizarro com uma amiga minha e da Marcelle, inclusive. Então eu peguei o carro de minha mãe e corri para o Quinta D’or, com a nossa amiga no banco do carona chorando e sofrendo de dor. Um “amigo limpador de vidros” nos abordou, querendo limpar o vidro do meu carro. Mas, obviamente, o carro estava limpo, e eu pedi encarecidamente que ele não colocasse aquela água (suja) no vidro, até porque estávamos desesperadas para chegar o mais depressa possível ao hospital!! O que o nosso camarada fez? Se colocou na frente do carro e disse q não iria sair dali enquanto eu não deixasse ele limpar o vidro ou que eu pelo menos eu desse um sorriso! Sorriso? Peraí… Agora eles podem mandar no meu humor? Minha amiga estava gemendo de dor ali ao meu lado, e eu sem experiência de carteira, nervosa, ainda tinha que dar um sorriso para aquele homem? Certas pessoas são muito petulantes…
    Creio tb que agora estão pensando que eu tb sou uma patricinha que não se importa com os problemas sociais. Mas eu tb não gosto de ver as pessoas pedindo dinheiro na rua, prefiro que elas vendam bala no ônibus ou no sinal. Eu compro.

  4. 4 StomP

    Gente, calma…
    Não chamei ninguem de patricinha, longe disso!
    Apenas expressei minha humilde opinião sobre nossos
    amigos “ambulantes de sinal”.

    Acho melhor agente beber uma breja para esquecer isso…

  5. 5 becarol

    HUAHUAHUAHUAHUHAUHA
    Eu tb não quis brigar não Stomp… Só q o Cazuza botou pilha pra eu responder pq ele queria polêmica!
    ;P
    Gostei da idéia da cerveja, assim a gente discute melhor esse assunto… hehe

  6. 6 Albergaria

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa já apaziguaram? rs
    Ver sangue é que é legal po! rs
    To brincando galera… Vamos todos ficar na paz de Jah!
    Vibrações Positivas sempre, mas é que eu botei pilha pra Brenda responder porque acho que o tema merece ser discutido e todos temos que levar em consideração diversos pontos de vista.
    Stomp… A Marcelle é uma pessoa ótima, pode acreditar.
    Marcelle… Tenho certeza de que o Stomp não quis brigar, ele é um dos caras mais maneiros que conheço. É que esse lance de se comunicar via WEB é meio confuso mesmo…
    Brenda… Sua X9 rs

    Mas posso garantir que na estrada de Maria não há meninos de rua vendendo balas porque a estrada de Maria não tem sinal…

    Agora falando sério…( vou botar mais lenha rs) Eu, particularmente, não gosto dos que ficam jogando aquela àgua suja no vidro não… Acho um abuso, um desrespeito e, em sua maioria, são abusados e muito grandinhos para tal atitude. Sinto que rola quase que um estupro automotivo porque eles simplesmente lançam aquele jato com a garrafa pet a uma distância grande, te pegam de surpresa, e ainda finjem que não ouvem por mais que berre e faça gestos… A condição social não justifica as atitudes. Tanto que quem espancou uma empregada doméstica foram uns playboys da Barra… Não me incomoda a situação social e sim a postura com relação ao aoutro, ao espaço do outro.

    Só uma coisa me interessa agora… Onde vai ser a cerva? No beco do rato? Partiu?

    Beijos para todos!!!

  7. 7 thiago (cachaça)

    o caso da atitude dos vendedores ambulantes nos sinais com certeza não é uma questão fácil de ser discutida e principalmente resolvida. esta atitude dos ambulantes vem de muito tempo, é um problema sócio-cultural que como privilegiados por termos estudado em ótimas instituições de ensino, sabemos que nosso país sempre enfrentou esse problema da segregação social des de seu nascimento como pátria (até antes). Tira-los das ruas é uma tarefa quase impossível, pois de certa forma pra eles isso é uma coisa legal, eles se sentem livres pois nunca poram doutrinados pelo sistema(domados), não precisam ir para festinhas a fantasia e gastar 200 reais, não precisam usar roupas de marca para estar incluídos nos grupos, não sentem a necessidade de sair no final de semana pra curtir um show na lapa e beber uma cerveja bem gelada e cara com os amigos, e por aí vai. Eles vivem de uma forma natural e simples até de mais, pois não obtem a maravilhosa magia do conhecimento infelizmente, o que para eles seria mágico, pois não sofreram com as arapúcas do sistema. Então dessa forma acho eu, que devemos viver de forma que nos sentimos bem, seja patricinha, playboy, gay, lésbica, cachaceiro, muleque do sinal etc. des de que nossas atitudes não agridam, não machuquem e nem passem por cima dos valores e idéias do próximo e também devemos nos preocupar para melhorar a vida daqueles que tem menos que nós(responsábilidade social é preciso).
    Te ver feliz, me faz feliz!!!
    trate bem o mlk do sinal, mas no caso deste entrar na frente do carro e não quiser sair enquanto não lavar o vidro numa ocasião onde os nervos estão alterados, simples. Atropele-o…

  8. 8 Diogo

    Pior pra mim, que só ando de ônibus. Mesmo se fosse contra e fechasse a janela, os caras entram e me pedem desculpa por atrapalhar a minha viagem. Gosto dos ambulantes criativos, compro até sem gostar do produto, só por pura valorização da arte. Odeio aqueles que fazem cara de sofrido, que entregam papéis falando em Deus ou dizendo que tem algum parente enfermo. Odeio apelo. De sensacionalismo, bastam os da TV. Fico rindo sozinho com o cara que faz malabarismo com a bananada, com o que entra no ônibus com um violão e não tem vergonha de cantar, com os que latem vendendo halls e etc. Viva a arte (conciliada com o comércio), afinal, vivemos num mundo capitalista. Odeio vendedor trite. Sejamos alegres, até pra dizer um não. Como disse o filósofo: “Para me fazer rir, você tem que rir.”.

  9. 9 odonatado brejo

    Adoro os caras com violão no ônibus também, rs! Genial a alternativa pra driblar as dificuldades…

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