Nos últimos dias, o tão afamado poder paralelo da cidade do Rio de Janeiro se superou em matéria de ousadia. Até o momento, não havíamos presenciado uma guerra do tráfico tão infiltrada no meio da classe média carioca.
Pouco tempo depois de o Rio ganhar a candidatura aos jogos olímpicos de 2016, protagonizamos cena de cinema nas favelas cariocas, com direito a helicóptero derrubado a tiros e tudo mais. Moradores das comunidades são obrigados a passar a madrugada na rua porque bandidos, de outra comunidade, diziam não poupar ninguém enquanto investiam para invadir e conquistar. A polícia, desmoralizada por ter um helicóptero abatido com armas que a própria polícia fornece aos traficantes, afirma com sangue nos olhos, que haverá retaliação.
Enquanto isso, o trabalhador se confunde entre balas perdidas, contas pra pagar e dar passagem para o caveirão passar. Se somarmos os estragos que as chuvas fortes vem causando, podemos concluir que o caos na cidade maravilhosa está no céu e na terra. Já que a “Puliça” Militar não passa credibilidade há muito, a Civil está com dor de cotovelo da Federal e reivindica salários iguais para desempenhar funções diferentes, e a Federal, ainda bem, não trata nada direto comigo. E agora, quem poderá nos ajudar? Será que o Chapolin aparece do México pra dar uma forcinha? Se bem, que com a uruca que paira sobre a cidade do Rio é capaz de ele retomar aquele pandemônio de gripe suína.
É Chapolin, deixa que a gente se vira… se não estivermos na mira.
Fabiano Albergaria

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